O Sofá é uma das peças mais importantes numa sala, numa casa, não só pelo peso visual que tem na decoração de um espaço mas igualmente pelo conforto visual e fisico que pode e deve proporcionar.



O Sofá é uma das peças mais importantes numa sala, numa casa, não só pelo peso visual que tem na decoração de um espaço mas igualmente pelo conforto visual e fisico que pode e deve proporcionar.

O sofá é um dos pontos mais relevantes no que ao convívio diz respeito numa sala. E mesmo que utilizemos a sala sozinhos não dispensamos uma peça onde possamos descontrair e até dormir.

A escolha do sofá mais adequado às necessidades de um cliente não é muitas vezes tarefa fácil ou que possa ser feito sem tempo e ponderação.

Existem diversos factores que devem ser equacionados como o tamanho, a cor, o modelo, o formato, etc.

É muito importante que essa escolha seja bem fundamentada e nunca esquecendo a questão fundamental do conforto e o enquadramento que a peça terá no espaço.

Antes da escolha definitiva e da aquisição deverão ser definidos o layout, a decoração e as cores predominantes.

Dos vários aspectos que temos de avaliar podemos destacar os seguintes:

• Queremos um sofá para sentar ou deitar?

• Qual o tamanho adequado?

• Como devemos posicionar o sofra na sala?

• Qual a cor indicada?

• Qual o tecido que devemos escolher?

• Qual a espuma?

Todas estas questões deverão estar presentes no nosso pensamento no processo da escolha.

Normalmente um sofá servirá tanto para sentar como para deitar. Assim sendo a escolha deverá sempre recair na polivalência.

Outro dos aspectos a ser equacionados aquando da escolha passa pela opção pelo sofá-cama ou não.

Muitas vezes, havendo essa exigência por parte do cliente, acabamos por ver a nossa escolha limitada por uma oferta mais reduzida visto que nem todos os modelos têm esta opção.

No que ao assento diz respeito, este deve ter no mínimo 58cm de profundidade e no máximo 1m. Estas dimensões excluem a dimensão ocupada pelos encostos e pelas almofadas.

Se a escolha for para uma sala de estar deveremos optar por soluções menos profundas para evitar que ps utilizadores mais baixos se sintam desconfortáveis por não conseguirem colocar os pés no chão.

O encosto deverá ter aproximadamente 45cm para dar apoio à zona lombar entre o pescoço e a cintura.

Se por outro lado estivermos a falar de um sofá para uma sala de televisão por exemplo, estas dimensões podem variar por se tratarem de funções diferentes. Assim, se estivermos a escolher um sofá para uma sala mais polivalente podemos escolher sofás extensíveis ou com apoios de pés que lhes permitam adequar-se a diferentes situações.

O tamanho do sofá deverá ser sempre pensado tendo em conta o tamanho do espaço no qual será colocado.

A regra é mais ou menos simples: Salas pequenas, sofás pequenos. Salas grandes, sofás grandes.

Em volta do sofá será necessário ter no mínimo 70cm disponíveis para circulação por isso, e na necessidade de reduzir as suas dimensões, podemos sempre optar por encostos e braços mais finos não esquecendo nunca o equilíbrio das formas.

A procura do equilíbrio deve estar sempre presente na escolha de todo e qualquer elemento a introduzir num espaço. Assim, é importante fazer um levantamento correcto do espaço a intervencionar e testar previamente na composição do layout qual a dimensão mais ajustada. Existem alguns designers de interiores e Decoradores que utilizam lençóis ou tecidos estendidos no pavimento para que o cliente consiga perceber a presença física que os diferentes sofás propostos terão no espaço.

Outra das questões que é muitas vezes ignorada na escolha do sofá e que nos poderá trazer alguns problemas é uma situação bastante prática: será que o sofá passa pelas portas? Pelo elevador? ou mesmo pelas escadas?

Como posicionar o sofá numa sala é uma decisão que se enquadra no conjunto de todas as soluções adoptadas para um espaço, no entanto, apesar de podermos definir um posicionamento no papel esse posicionamento poderá ser alterado aquando do staging no local.

O posicionamento dos móveis acaba muitas vezes por ser limitado pela localização das tomadas e mais propriamente pelas tomadas de TV. Também a localização dos vãos (portas e janelas) condiciona as circulações e consequentemente os espaços intersticiais por eles gerados.

Existe uma enorme variedade de estilos e modelos de sofás o que poderá ser um elemento de dificuldade para um designer inexperiente. Para que a escolha seja feita de uma forma fundamentada é necessário que haja um conhecimento bastante bom da oferta disponível no mercado.

Existem no entanto várias situações em que a escolha deve recair não num sofá mas antes em cadeirões ou poltronas podendo estes ser igualmente conjugados com sofás.

A escolha da cor está intimamente relacionada com o ambiente e estilo seleccionados. Geralmente a escolha da cor para um sofá recai sobre tons neutros como o preto, o branco, o cinza, castanhos ou beges.

Tal deve~se ao facto de um sofá ser uma peça de grandes dimensões e por isso mesmo com uma presença muito grande no espaço da sala. A questão do preço é igualmente importante na escolha. Assim, e tendo em conta que um sofá de qualidade não é barato, habitualmente escolhe-se um objecto mais ou menos intemporal e com uma cor que seja facilmente combinada com qualquer reformulação do espaço.

Se não existirem problemas de orçamento poderemos optar por um sofá colorido, com cores mais ousadas, que precisamente devido à sua dimensão trará uma enorme vivacidade e caráter ao espaço.

Recapitulando, as cores neutras acabam por ser mais utilizadas devido à sua polivalência em decorações futuras e pelo facto de não se tornarem tão cansativas e médio-longo prazo.

A escolha do tecido é feita habitualmente a partir da cor sem que nos preocupemos muito com a sua resistência ou tipo por partirmos do pressuposto que se o fabricante nos apresenta aquele tecido num sofá é porque ele é adequado para aquele fim.

Ora muitas vezes tal não sucede e por esse facto, e por ser cada vez mais habitual mandarmos fazer sofás por encomenda, é importante que saibamos quais os melhores tecidos para o efeito.

A escolha pode recair em vários materiais como os mencionados tecidos mas igualmente em peles, napas, veludos, camurça, etc. dependendo do gosto do cliente e das opções de projecto.

É muito importante que quando escolhemos o tecido façamos uma avaliação visual da trama do tecido (quanto maior for a densidade da trama de fios maior será a sua resistência) e pela avaliação de uma amostra do tecido a qual devemos esticar e tensionar avaliando se a referida trama abre ou deforma com facilidade.

Como já foi referido existem outros materiais cada um com as suas características próprias e que podemos explorar em diferentes situações.

A pele por exemplo, é muitas vezes conotada com algum luxo mas é um material naturalmente mais frio e menos confortável, Se o escolhermos devemos complementar a decoração do sofá com almofadas e mantas por forma a que esse conforto nos chegue por esses meios. Sabemos que se trata de um material resistente e por isso ideal para quem tem crianças não só pela resistência mas igualmente pela facilidade de limpeza

Depois de tudo o anteriormente exposto chegamos a um dos aspectos mais descurados na escolha de um sofá e que pode fazer com que uma opção vencedora à partida se revele num verdadeiro desastre.

A escolha da espuma não é uma questão estética, esta não está visível a olho nu mas pode retirar  ou alterar completamente a função a um sofá.

O que muitas vezes as pessoas ignoram é que se pode por exemplo escolher espumas com diferentes densidades para encosto e assentos e que consoante o tipo de utilização dominante do sofá devemos optar por densidades diferentes.

Para escolher correctamente a espuma do sofá devemos ter presente o peso dos utilizadores mais frequentes e o conforto necessário.

Tendo em consideração que um sofá tem uma serie de utilizadores diferentes numa casa podemos adoptar um valor médio para que a espuma se adeque ao maior numero possível de utilizadores. Assim, o valor médio é de espuma D-33 (33g/cm³) para o assento que serve utilizadores entre 71 a 100kg.

Se tivermos um caso especifico de utilizadores com mais de 100kg deveremos optar por espuma D-45.

Quando escolhemos a espuma devemos sempre procurar o equilíbrio entre a resistência e o conforto pelo que a espuma deverá ter uma densidade entre 28g/cm³ e 33g/cm³.

Se o sofá tiver molas ou cintas a maleabilidade será maior mesmo com uma espuma mais densa.

Se se pretender passar muito tempo no sofá este deverá ter um encosto mais alto para que seja possível apoiar o pescoço e podemos considerar a hipótese de colocar espuma mais macia nesse mesmo encosto bem como nos braços fazendo uma mistura de densidades que os deixem ao mesmo tempo firmes e macios.

No encosto, tendo em consideração que este nunca sofre grandes cargas, dever-se-à optar por espuma D-23 (máximo D-28) para que não se torne desagradável e desconfortável.

Tendo em consideração o exposto podemos concluir que um sofá mais firme será ideal para receber visitas enquanto um sofá mais mole se adequa melhor à função de ver TV e deitar. Assim, uma solução intermédia garantirá melhor a sua polivalência.