Todo e qualquer profissional do Design de Interiores e da Arquitectura sabe qual a importância do desenho e nomeadamente das perspectivas nestas áreas criativas.

Pese embora o facto de nos tempos actuais, em que as novas tecnologias assumem um papel importantíssimo, nos fazerem muitas vezes sentir que são substitutas do desenho manual, a verdade é que muito dificilmente o computador pode/deve substituir o desenho no papel durante o processo criativo.


No desenho manual existe uma muito maior liberdade e agilidade do que no desenho assistido por computador por existir uma ligação directa e expontânea entre o pensamento e o gesto pelo facto de desde tenra idade estarmos familiarizados com o acto de desenhar passando a ser uma actividade tão natural como escrever e falar.


Ao longo da vida alguns de nós desenvolvemos e aprofundamos de uma forma mais efectiva a capacidade e o gosto pelo desenho sendo comum ouvir-se dizer a outros: “Eu não sei desenhar”.

A todos que ouço proferir essa frase costumo dizer:”Eu não sei correr” e obtenho sempre uma expressão de estranheza e a mesma resposta: “Como não sabes correr? Toda a gente sabe correr”

Digo que não sei correr da mesma forma que me dizem que não sabem desenhar.

Não sei correr porque não consigo correr uma maratona, a forma como corro serve exclusivamente para me deslocar de forma mais rápida do ponto A ao ponto B.

Se analisarmos bem até sei correr mas não o suficiente para ser um profissional da corrida da mesma forma que toda a gente sabe desenhar mesmo que as suas habilidades não lhe garantam a representação fotográfica de um qualquer objecto.

Ora, da mesma forma que com treino poderei chegar a uma forma física e técnica que me garanta as capacidades para correr uma maratona, também com treino, prática e persistência poderemos atingir o ponto em que os nossos desenhos possam expressar uma ideia comunicável a outros.

Numa fase inicial podermos desenhar exclusivamente para nós, para nos ajudar a materializar as nossas ideias, para que saiam da nossa cabeça e passem a existir fisicamente no papel.

Depois, será muito importante começar a “perder a vergonha” de mostrar aos outros os nossos desenhos. Cruzamo-nos muito poucas vezes com “Da Vincis” na nossa vida por isso será muito pouco provável que a pessoa a quem estamos a mostrar os nossos esboços desenhe muito melhor do que nós por isso…

No entanto e por considerarmos que, tal como num ginásio, poderemos obter mais rendimento e de uma  forma muito mais célere se tivermos o devido acompanhamento, a nossa aposta no desenho manual em todos os cursos da Cascais School of Arts and Design surge assim convenientemente enquadrada e acompanhada começando o aluno numa fase inicial por frequentar aulas de DESENHO PARA ARQUITECTURA E INTERIORES nas quais terá a oportunidade de aprender através de exercícios práticos e conhecimentos teóricos as técnicas adequadas à representação gráfica para Design de Interiores e Arquitectura.

As diferentes técnicas de representação em Design de Interiores serão abordadas e desenvolvidas ao longo de todo o curso.

Vem desenhar o futuro connosco.

DesigndeInteriores Desenhomanual Esboços Esquissos